na beira do abismo de si mesma,
o frio pendurou-se nas nuvens
- tinha a ponta do nariz fria!
a manhã fez-se cinzenta, inundada de ócio e soturna expectativa
derramando uma lenta e profunda tristeza
- tinha a ponta do nariz fria!
o mundo, esse continuava a fazer-se ouvir rouco dentro da cabeça...
na irregularidade do momento, obliquas cordas prateadas cairam sobre a terra salpicando-a como polvora
- tinha a ponta do nariz fria!
o campo cobriu-se de atrevido verde, ficou repleto de sussurros e vidas diminutas
a chuva era o sangue da terra
- tinha a ponta do nariz fria!
disse para si mesma:
" eu sou um feudo vacilante dentro da minha própria epopeia
- tenho a ponta do nariz fria!"

Muito bem, Madalena!
ResponderEliminarAgora fico a saber destas tuas habilidades...
Beijinho
Beijo amigo Vieira Calado, Obrigada
ResponderEliminaré por isso que todos esperamos que a madalena comece a escrever para os diálogos lidos.
ResponderEliminarE cá o temos! Muito bem!
ResponderEliminarMuito bom ver-te de volta... e em grande estilo! Belo texto, boa semana.
ResponderEliminarE de repente,num repente, o nariz
ResponderEliminardeixou de estar frio,e com brio espero que esteja e assim seja, a caminho de barão pronto a dar a mão ao TEL,num doce mel de um qualquer dialogo lido,por sentido.
Obrigado Madalena, bom Natal,RÉJO MARPA e TERESA...