domingo, 14 de outubro de 2012

enquanto quase...


no fio do tempo...
incapaz, sento-me ao colo da saudade
fragmento (des)compassado no arrepio da luz
a boca é o som do vento semelhante a lagos acesos
na irregularidade do deserto...
gota de silêncio na dobra dos dedos cega as palavras
moldando as lágrimas das estrelas
abrindo flores no segredo da terra seca
para na passagem breve das horas
minha alma beijar,
no quase infinito movimento da vida.
verdade enquanto quase
abraço o invisível no (des)absurdo do movimento adormecido
que ilumina pedras gastas 
pela chuva de palavras vazias


4 comentários:

Antônio Lídio Gomes disse...

Madalena, neste momento em que escrevo este comentário ouço uma canção que parece casar com teu poema. He Ain't He is my Brother - The Hollies
Um abraço.

Madalena Luz disse...

Grata António...Abraço
Madalena Luz

O Árabe disse...

Belo texto, Madalena... que tão perfeitamente se harmoniza com a imagem. Bela escolha, boa semana!

francisco disse...

Lindo